Operação Quadro Negro: São condenados alguns acusados em caso de corrupção

A Justiça do Paraná condenou 12 pessoas na primeira sentença da Operação Quadro Negro, que investiga desvios de cerca de R$ 20 milhões em obras de construção e reformas de escolas estaduais. A sentença do juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 9ª Vara Criminal de Curitiba, é desta terça-feira (10).

As maiores penas são dos delatores Maurício Fanini, ex-diretor da Secretaria de Estado da Educação (Seed), que está em prisão domiciliar, e Eduardo Lopes de Souza, dono da Construtora Valor, que está solto. 

Além das condenações, Maurício Fanini e Eduardo Lopes de Souza foram multados em R$ 320 mil e R$ 360 mil, respectivamente.

Quinze pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) em janeiro de 2016 – pouco mais de cinco meses depois da primeira fase da operação. Desses, os empresários Rogério Lopes de Souza e Jonathan Silva de Azevedo foram absolvidos. Outro réu, Juliano Borghetti, teve o processo desmembrado.

Esse processo da Quadro Negro apurou irregularidades em cinco contratos do Governo do Paraná com a Construtora Valor. Conforme a decisão, o governo pagou quantias milionárias por obras em escolas que mal saíram do chão.

As irregularidades confirmadas pela Justiça foram nos contratos das seguintes obras:

Centro Estadual de Educação Profissional Professor Lysímaco Ferreira da Costa, em Rio Negro (R$ 3,3 milhões em vantagens indevidas);

Unidade nova do Colégio Estadual Willian Madi, em Cornélio Procópio (R$ 3,8 milhões em vantagens indevidas);

Unidade nova do Colégio Estadual Arcângelo Nandi, em Curitiba (R$ 3,7 milhões em vantagens indevidas);

Unidade Nova Jardim Paulista, em Campina Grande do Sul (R$ 3,8 milhões em vantagens indevidas);

Unidade Nova Ribeirão Grande, em Campina Grande do Sul (R$ 3,3 milhões em vantagens indevidas).

Na delação premiada, tanto o dono da construtora quanto o ex-diretor da SEED afirmaram que o dinheiro desviado das escolas bancava campanhas eleitorais de políticos, como o ex-governador Beto Richa (PSDB). Ele é réu em outros três processos da operação.

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